O Brasil ganhou em dezembro do ano passado o seu 33º partido político, a Unidade Popular (UP), aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
A legenda se define como de esquerda socialista, está apta a concorrer às eleições municipais em 2020 e seu número nas urnas será o 80.
A inspiração para o nome veio da Unidade Popular chilena, uma coalizão de partidos de esquerda que se uniram para apoiar Salvador Allende nas eleições de 1970.
A UP começou o processo de registro em 2018. Em apenas um ano conseguiram 492 mil assinaturas exigidas pela legislação brasileira para fundar um partido. Este é o equivalente a 0,5% do total de votos válidos para a Câmara dos Deputados.
A lei também exige que estes apoiadores estejam em ao menos um terço dos estados brasileiros. A UP reuniu cerca de 497 mil assinatura em 15 estados, o que liberou o trâmite do registro.
O presidente nacional, Leonardo Péricles, é morador de uma ocupação
em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Nas eleições presidenciais de 2018, ainda enquanto movimento social, a UP apoiou o candidato Guilherme Boulos (PSOL), que também é coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
Manifesto
Em seu manifesto de fundação, o partido recém-criado diz “apoiar a luta pelo socialismo no Brasil e promover a unidade das forças populares para intervir no processo político do país”.
O programa, com 25 pontos, tem como base o combate ao capitalismo, a luta pelo socialismo e a planificação da economia como meio de acabar com as desigualdades regionais e sociais.
Elas incluem a nacionalização do sistema bancário, o fim às remessas de lucros, dividendos, pagamento de royalties e pagamentos da dívida externa, além da restatização das estatais privatizadas e de todos os meios de transporte coletivo.
A UP defende educação pública e gratuita em todos os níveis, com a extinção da cobrança em instituições de ensino, além do fim dos vestibulares e de qualquer forma de processo seletivo.
A preservação do meio ambiente e a demarcação imediata das terras indígenas também estão no manifesto, e o partido se diz alinhado com “as recomendações do Conselho de Direitos Humanos da ONU referentes à desmilitarização da Polícia no Brasil”.
A diminuição das jornadas de trabalho, o aumento dos salários, combate à corrupção e o posicionamento contra a discriminação racial, social e de gênero também são citados como objetivos.
Nova legenda
Os últimos partidos registrados pelo TSE antes da UP foram Novo, Rede Sustentabilidade e Partido da Mulher Brasileira, todos em 2015.
No último levantamento publicado pelo TSE, em janeiro deste ano, o Brasil tinha 75 pedidos de registro de novas legendas em andamento.
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